Dermatoscopia

A dermatoscopia é um exame não invasivo, que serve para diagnosticar e prevenir o câncer de pele, avaliando pintas (nevos) e sinais, e os diferenciando entre benignos ou não(melanoma). Ele foi desenvolvido para que fosse possível, por meio da ampliação da imagem das lesões, visualizar estruturas na profundidade da pele, não visíveis a olho nu.

 

A partir desse exame, podemos ainda dizer para uma pessoa com muitas pintas quais devem ser removidas, além de evitar a retirada desnecessária de uma lesão em uma criança, por termos a certeza de benignidade, por exemplo.

O exame pode ser usado também em regiões de mucosas, como lábios, boca e genitálias, e até nas unhas, áreas de difícil avaliação clínica, em que a dermatoscopia ajuda muito na identificação de possíveis problemas. A dermatoscopia é uma ferramenta a mais na precisão diagnóstica, não tornando indispensáveis a presença de um bom exame clínico e um histórico de saúde adequados.

Quando a pele apresenta lesões com aparência duvidosa, a dermatoscopia aumenta muito a exatidão do diagnóstico,

ajudando o médico dermatologista a priorizar as pintas que devem ser removidas.

 

TIPOS DE DERMATOSCOPIA

Existem dois tipos de dermatoscopia: a manual e a digital. Confira a seguir a diferença entre cada uma:

Dermatoscopia Manual

Nesse método, o dermatologista olha os sinais e pintas que considera relevante com o auxílio de uma aparelho de mão chamado dermatoscópio, que que funciona como uma lente de aumento, avaliando então o risco atual de cada lesão.

Dermatoscopia Digital

Conhecida também como mapeamento corporal e mais precisa que a primeira, nesse método o dermatologista, com uma lente de alta qualidade e iluminação poderosa, registra fotos do corpo todo e documenta as lesões, para que se torne possível acompanhá-las ao longo do tempo, prevenindo novas lesões ou observando mudanças importantes nas antigas. Além disso, a dermatoscopia digital amplia a imagem em até 70 vezes, superando o dermatoscópio manual, cujo o aumento é de apenas 10 vezes e não costuma armazenar os dados. A dermatoscopia digital também pode ser usada para diagnosticar outros problemas de pele e cabelos, como queratose seborreica, lentigos, e até queda de cabelos.

 

QUANDO UMA DERMATOSCOPIA DEVE SER FEITA?

Algumas pessoas são mais propensas a terem esse exame pedido pelo dermatologista. É importante ficar atento aos sinais do seu corpo, como lesões suspeitas, que mudam em algum aspecto com o tempo, que apresentam bordas irregulares, coloração não uniforme ou assimetria. Esse autoconhecimento possibilita um encaminhamento mais rápido para o dermatologista, e facilita a prevenção ou o diagnóstico precoce do câncer de pele. Fatores como os listados a seguir devem ser considerados como motivo para pedir solicitar uma Dersmatoscopia:

· Pacientes com muitas pintas ou manchas na pele

· Feridas que demoram a cicatrizar

· Pessoas com a pele muito branca, olhos claros ou ruivos

· Pacientes que já se expuseram ou ainda se expõem muito ao sol

· Indivíduos com histórico familiar ou pessoal de câncer de pele

· Pessoas com lesões ou sinais de pele que causem suspeitas

· Alterações percebidas na pele, como nascimento ou alteração de sinais antigos

COMO É O EXAME?

Geralmente, ao chegar ao consultório, o dermatologista pedirá para que o paciente tire as roupas, ficando somente com as peças íntimas, pois a avaliação deve ser feita no corpo todo. No caso da dermatoscopia manual, com o auxílio do aparelho portátil, o médico irá visualizar cada sinal e tentar identificar os que merecem maior preocupação. Já na dermatoscopia digital, usando uma espécie de câmara digital ligada a um computador, o especialista realizará imagens de todo o corpo. Assim, as fotos serão registradas e classificadas, servindo de base para análise posterior.

 

O tempo do exame varia conforme a quantidade de elementos a serem verificados. O resultado da dermatoscopia, quando manual, é informado pelo médico após o exame, que informará situação. No caso da dermatoscopia digital, os resultados são apresentados de forma impressa, constando a classificação das lesões, que podem ser:

Baixo risco: pintas benignas

Risco moderado: a lesão apresenta alguma alteração, (mesmo que discreta) que não permite afastar completamente risco de transformação naquele momento.

Alto risco: quando a lesão tem chance de virar câncer ou então já é um tumor instalado. Nesse caso, o dermatologista pode sugerir a retirada e mais exames para a confirmação do diagnóstico.

HÁ CONTRAINDICAÇÕES OU EFEITOS COLATERAIS?

Como o paciente não é exposto a produtos químicos ou físicos que possam causar alguma complicação à saúde, não existe nenhuma contraindicação. Assim, o exame pode ser feito até mesmo em crianças e idosos, desde que o dermatologista considere necessário.

POR QUE DEVO FAZER O EXAME?

Sabemos que a dermatoscopia, quando feita por profissionais de qualidade, é um excelente recurso que colabora muito para o diagnóstico rápido de diversos tipos de câncer de pele, principalmente quando associado a outros métodos. Por serem procedimentos que exijam alto conhecimento, é muito importante escolher um dermatologista experiente e reconhecido para realizar um exame desse tipo, que possa oferecer um ambiente e condições adequados.

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